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A História da Cana Crioula
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O
ciclo da cana-de-açúcar, na história econômica do Brasil, está marcado por
São Vicente, onde foi instalado um engenho pioneiro em 1532. Por iniciativa de
Martim Afonso de Souza, donatário da capitania de São Vicente, vieram da Ilha
da Madeira as primeiras mudas da cana crioula, que
encontraram no litoral o clima e o solo adequados à rápida produção.
Foi em Pernambuco, porém, que ela floresceu,
encontrando condições ideais para seu desenvolvimento nas terras úmidas em
massapê, que durante três séculos, foi a
variedade dominante cultivada em Pernambuco.
No início do século XIX, a cana
crioula foi substituída pela cana caiana, quando os
portugueses trouxeram essa variedade da Guiana Francesa e a introduziram aqui. Só
depois foram sendo introduzidas variedades híbridas, oriundas das Antilhas, da
Índia e da Indonésia
No entanto, a cana
crioula extinguiu-se devido à alta suscetibilidade ao vírus-do-mosaico.
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Posteriormente, as
canas-nobre, foram introduzidas no início do século XIX. No Brasil, uma das
principais cultivares era conhecida como caiana. Por sua vez, esses clones de
maior teor de açúcar, em relação às canas crioula, tiveram a
área de cultivo aumentada; e por volta da metade do século XIX, as canas-nobre
constituíram a principal base para a indústria do açúcar no mundo, bem como
no Brasil.
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